''Faça do seu alimento o seu melhor remédio, faça de sua vida um exemplo''

Diminuiu o Desejo Sexual. E agora? | 24Ago2008 01:50:00

Publicado por: megatomaz

 http://imagem.vilamulher.com.br/temp/desejo-sexual-170308.jpghttp://img220.imageshack.us/img220/6861/libidorn6.jpg

 

Sou casada há dez anos e neste período houve grandes mudanças no relacionamento sexual com meu esposo. Inicialmente tínhamos relação com muita freqüência, porém com o passar do tempo, cada vez mais tenho sentido menos vontade de ter relação. Ele acha que eu não o amo mais, porém não é nada disso. Não sinto necessidade de ter relação e acho que isso não tem nada a ver com sentimento. Às vezes, finjo estar com dor de cabeça, com muito sono e, outras vezes, tenho relação só para agradá-lo.

O DESEJO SEXUAL ou LIBIDO como também pode ser chamado é percebido em forma de sensações específicas que levam a pessoa a buscar ou sentir-se disposta para a relação sexual. É um "apetite" ou um impulso produzido pela ativação física de um sistema neurológico específico do cérebro, que é constituído por dois setores distintos, sendo um deles ativador do desejo e o outro inibidor do desejo. Essas áreas são ativadas ou inibidas por determinadas substâncias. Dentre estas destacamos as endorfinas, os hormônios estrógenos e a testosterona (que estimula o desejo sexual, tanto em homens como nas mulheres), também estão envolvidos no desejo, os neurotransmissores: a dopamina que exerce um efeito estimulante nos centros sexuais do cérebro, e a serotonina que exerce efeito contrário, inibidor.
Chamamos de Desejo Sexual Hipoativo (DSH) ao transtorno sexual que atinge, em média, 35% da população brasileira. Caracteriza-se por uma diminuição ou ausência completa de fantasias eróticas e do desejo de ter atividade sexual. Um termo usado erroneamente e que deve ser evitado é a palavra “FRIGIDEZ”, pois é muito vago e, às vezes, é usado no sentido depreciativo.  O Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo em estágio mais grave é chamado de Transtorno da Aversão Sexual, que consiste em evitar a relação genital com o seu cônjuge. 

Cada vez mais as mulheres procuram ajuda quando se sentem desmotivadas sexualmente. Buscam apoio em amigas, profissionais da área da saúde como psiquiatras, psicólogos ou mesmo ginecologistas. Raramente abrem-se com seus parceiros por se sentirem ameaçadas na estabilidade de seu relacionamento.

Muitas vezes, adotam a velha postura de "luta ou fuga". Ou seja, combatem o seu problema insistindo na relação sexual, mesmo não prazerosa, fingindo ter orgasmo, (o que deixa o parceiro de fora da realidade e excluído como apoio), ou fogem do contato sexual, queixando-se de dores de cabeça, cansaço e irritação, (evitando o apoio do parceiro, que geralmente sente-se rejeitado).

Para entender esse tema é importante que compreendamos que a resposta sexual se divide em três fases: Desejo, excitação e orgasmo.

 O Desejo é a primeira Fase da Resposta Sexual, onde se desperta a vontade de ter relação. É o momento da fantasia, onde a pessoa imagina se relacionar com o ser amado. O desejo e a sensualidade são experiências subjetivas que incitam o ser humano a buscar o envolvimento sexual.

A Excitação é a segunda Fase da Resposta Sexual. Ela ocorre quando o corpo passa a responder fisiologicamente frente aos estímulos que dispararam o desejo sexual. Ou seja, a excitação é a resposta do corpo ao desejo. Para a mulher, dificilmente esta fase ocorrerá sem a fase anterior, porém para o homem não é tão necessária. A principal mudança que ocorre no homem é a ereção do pênis e na mulher a lubrificação vaginal e enrijecimento do clitóris.

O Orgasmo é a última Fase da Resposta Sexual. O orgasmo, o êxtase ou o ápice do prazer é atingido quando ocorre a liberação total das tensões antes retidas, acompanhada de uma contração muscular rítmica da parede vaginal na mulher e no homem, nesta fase, ocorre a ejaculação.

Vários fatores podem determinar o Desejo Sexual Hipoativo. A falta de conhecimento do próprio corpo está associada aos problemas sexuais de 54% das brasileiras, segundo pesquisa coordenada pela psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. Os distúrbios femininos mais comuns nessa área são falta de desejo, ausência de orgasmo, dificuldade para se excitar e dor durante o sexo convencional. O estudo ainda mostra que 30% das brasileiras não conseguem chegar ao orgasmo durante a relação sexual.     
                                     
Causas
As causas mais comuns do Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo podem ser:
ORGÂNICAS: alterações hormonais, medicamentos e drogas, infecções vaginais e irregularidade menstrual.
PSICOPATOLÓGICAS: estresse, depressão e transtornos de ansiedade.
PSICOLÓGICAS: educação sexual e influências culturais negativas de que o sexo é pecado, é sujo e deve ser evitado. Lembranças ruins de experiências sexuais como abuso e violência. Medo de uma gravidez indesejada. Falta de afeto entre o casal.

PSICOSSOCIAIS: preocupações em excesso com o que as pessoas pensam e com a vida em geral, incompreensão e agressividade por parte do companheiro e circunstâncias como a gravidez e o parto.
Possíveis soluções:

O Desejo Sexual Hipoativo é uma das disfunções mais difíceis de serem tratadas, pois geralmente acomete o indivíduo por longos anos, dado que as pessoas resistem muito em procurar ajuda profissional. Se o problema é orgânico o mesmo deve ser tratado com a terapia específica para cada doença. Se o problema é psicológico, grande parte das mulheres pode beneficiar-se de reeducação sexual, aprendendo a se aceitar sexualmente e se conhecer por meio da terapia cognitivo-comportamental. Outras apresentam problemas mais profundos de auto-estima, de culpa e de repressões. Para esses casos, a psicoterapia de orientação analítica e/ou o psicodrama podem ajudar significativamente.
Se o seu desejo sexual anda meio adormecido, aqui vão algumas dicas:
a) Não permita que a monotonia tome conta da sua vida. Muitos momentos maravilhosos ainda podem ocorrer se você procurar sair um pouco de sua rotina. Convide seu parceiro para sair por um ou dois dias. Procure algum lugar calmo e privado. Deixe seus filhos com alguém responsável para não trazer preocupações durante esse período. Não precisa se culpar por isso. Aliás, você deve manter a individualidade do casal perante seus filhos, já os educando para que estes também possam, no futuro, ter uma vida sexual saudável. Deixe os problemas financeiros e de trabalho em casa. Você está saindo para namorar.

b) Busque em sua memória o que faz seu parceiro feliz. Um jantar especial, um passeio em um local que traga boas recordações. Faça isso. Passe uma tarde agradável, evitando tocar em assuntos que possam inibir a harmonia do casal. Comece a noite de forma branda, sem muitas atividades e sem fazer uma refeição pesada. Na intimidade de seu quarto, fique apenas de roupa íntima, você e seu parceiro.

c) Acaricie o corpo de seu parceiro por uns vinte minutos, invertendo as posições para que você possa sentir o toque dele depois. Atenção: é proibido tocar nos genitais e mamas. Eleve o prazer, aguce os sentidos.

d) Agora você poderá acariciar todo o corpo, inclusive genitais e mamas, mas o orgasmo é proibido. Pode haver estimulação direta do clitóris e do pênis, mas o orgasmo ainda é vetado. Prolongue o prazer, espere um pouco. Não tenha pressa. A pressa é o fim do prazer. A intimidade não se faz só com toques, mas com o compartilhamento de sensações e de suas fantasias. Converse, confidencie para ele(a) os seus sonhos secretos.

e) Finalmente é permitido o orgasmo. Mas não vá direto ao ponto. Quando você sentir que é quase inevitável, pare por completo, só por alguns instantes. Depois recomece vagarosamente. Pode interromper a iminência de seu orgasmo por umas duas ou três vezes até, aí sim, chegar ao clímax. Não precisa sair correndo para o banheiro para se lavar ou limpar a cama. Nada é sujo, o esperma e as secreções não são contaminados. Abrace a sua parceira e lhe certifique que o amor existe e que a cumplicidade pode ser renovada. A mulher necessita muito, neste momento, de ser acariciada e se sentir amada.

 Podemos considerar saudáveis as pessoas capazes de viver a vida de forma equilibrada entre a prudência e plena abertura para viver o prazer em suas mais diversas formas. Uma sexualidade plenamente desenvolvida predispõe as pessoas a viverem o desejo sexual de forma livre, rica, criativa e completamente destituída de culpa e vergonha.
A rotina sexual de um casal é fator importante na manutenção do clima amoroso conferindo à vida uma fonte de troca e prazer de intensidade pouco comparável. O diálogo sincero e respeitoso é fundamental para que o casal cresça e melhore cada dia mais a sua intimidade.


                   Dr. Valdir Nunes de Sousa


                   Médico Ginecologista e Obstetra.


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