Da Blogosfera
PSD acusa Governo de retirar controlo do TC sobre transferências para hospitais empresas - 05Nov2008
O PSD acusou, esta sexta-feira, o Governo de querer retirar ao controlo do Tribunal de Contas as transferências para os hospitais-empresas, sublinhando que o Orçamento de Estado para 2009 está «repleto de normas inaceitáveis».Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/TSF-Portugal/~3/2nlI7E9OhNk/Interior.aspx
Secretário de Estado nega intenção do Governo de retirar controlo do TC - 05Nov2008
O secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, negou a acusação do PSD, garantindo que o Governo não tem qualquer intenção de acabar com o controlo do Tribunal de Contas (TC) nas transferências para os hospitais-empresa.Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/TSF-Portugal/~3/ljy2cpnLIgA/Interior.aspx
Rio de Janeiro recebe pela primeira vez Programa Música nos Hospitais - 05Nov2008
Fonte: http://www.jb.com.br/extra/2008/11/03/e031118479.html
Mudança nos costumes alimentares levam muitos a hospitais - 03Nov2008
Fonte: http://www.jb.com.br/extra/2008/11/01/e011118082.html
ENTERRAR OS MORTOS E CUIDAR DOS VIVOS - 03Nov2008
A propósito do Dia de Finados, o DN de sexta-feira publicou uma interessante reportagem de Kátia Catulo, que levou a jornalista a falar com várias pessoas ligadas a «profissões que lidam com os mortos».
Luís Lopes, de 36 anos, coveiro do cemitério do Cadaval, foi um dos contactados.
Substituindo um velho coveiro entretanto falecido - e que nos últimos anos de vida desistira de «cuidar dos mortos» e do cemitério - Luís conta que «muito antes de saber que um dia iria trabalhar aqui, vinha muitas vezes visitar o senhor Pedro» que, entretanto, lhe «ensinou o ofício na esperança de que o aprendiz ocupasse um dia o seu lugar».
Como veio a acontecer.
Luís começou por limpar o cemitério e as campas do mato e das ervas daninhas que os tinham invadido e passou a cumprir o seu papel de coveiro.
Diz ele que «os mortos não me metem medo. Com os vivos é diferente» - mas acrescenta que «é aos vivos que entrega a sua dedicação».
E a jornalista dá exemplos disso, relatando o caso de dois imigrantes que «adiaram a morte porque o coveiro estava por perto». São os casos de Ivan e Vasylyeva: o primeiro, seropositivo e rejeitado em todos os hospitais; o segundo, vítima de um acidente nas obras, e que «não tinha cama para se curar».
Luís Lopes não os conhecia. Mas, solidário, ajudou-os: no caso de Ivan, «entrou nos gabinetes de directores clínicos, nas embaixadas, fez denúncias na comunicação social» e conseguiu os cuidados clínicos necessários; no segundo caso, recebeu o imigrante na sua própria casa e ajudou-o a restabelecer-se.
E diz: «Hoje estão os dois a trabalhar pela Europa».
Mas a ajuda solidária que este coveiro presta aos vivos, não se resume a estes dois casos. Diz-nos Cátia Katulo que ele, há uns dez anos, «ajudou um imigrante a obter o visto de residência» e, porque a notícia se espalhou, de então para cá as solicitações de ajuda multiplicaram-se, de tal modo que, como o próprio Luís informa, «só no último ano passaram pela minha casa 6 200 pessoas».
E é assim - «dividindo o seu tempo entre os que estão mortos e os que se esforçam por viver» - que Luís vive a sua vida.
E assim será até «chegar o seu dia»: então, alguém cavará uma cova igual às que ele agora cava: «dois metros de comprimento, 70 centímetros de largura, um metro de profundidade».
Simples, observa Luís: «se ficar junto a um cipreste, em menos de um ano só restam as minhas ossadas. E pronto - desapareço».
«Quase» - corrige a jornalista, e acrescenta: «Ficará mais alguns anos por aqui. Na memória de uns quantos que passaram pela sua casa».
Eis como, em dia de mortos, a Vida emerge e se impõe com a sua presença viva, graças ao talento e à sensibilidade de uma jornalista, e à profunda e humana filosofia de vida de um coveiro.
Luís Lopes, de 36 anos, coveiro do cemitério do Cadaval, foi um dos contactados.
Substituindo um velho coveiro entretanto falecido - e que nos últimos anos de vida desistira de «cuidar dos mortos» e do cemitério - Luís conta que «muito antes de saber que um dia iria trabalhar aqui, vinha muitas vezes visitar o senhor Pedro» que, entretanto, lhe «ensinou o ofício na esperança de que o aprendiz ocupasse um dia o seu lugar».
Como veio a acontecer.
Luís começou por limpar o cemitério e as campas do mato e das ervas daninhas que os tinham invadido e passou a cumprir o seu papel de coveiro.
Diz ele que «os mortos não me metem medo. Com os vivos é diferente» - mas acrescenta que «é aos vivos que entrega a sua dedicação».
E a jornalista dá exemplos disso, relatando o caso de dois imigrantes que «adiaram a morte porque o coveiro estava por perto». São os casos de Ivan e Vasylyeva: o primeiro, seropositivo e rejeitado em todos os hospitais; o segundo, vítima de um acidente nas obras, e que «não tinha cama para se curar».
Luís Lopes não os conhecia. Mas, solidário, ajudou-os: no caso de Ivan, «entrou nos gabinetes de directores clínicos, nas embaixadas, fez denúncias na comunicação social» e conseguiu os cuidados clínicos necessários; no segundo caso, recebeu o imigrante na sua própria casa e ajudou-o a restabelecer-se.
E diz: «Hoje estão os dois a trabalhar pela Europa».
Mas a ajuda solidária que este coveiro presta aos vivos, não se resume a estes dois casos. Diz-nos Cátia Katulo que ele, há uns dez anos, «ajudou um imigrante a obter o visto de residência» e, porque a notícia se espalhou, de então para cá as solicitações de ajuda multiplicaram-se, de tal modo que, como o próprio Luís informa, «só no último ano passaram pela minha casa 6 200 pessoas».
E é assim - «dividindo o seu tempo entre os que estão mortos e os que se esforçam por viver» - que Luís vive a sua vida.
E assim será até «chegar o seu dia»: então, alguém cavará uma cova igual às que ele agora cava: «dois metros de comprimento, 70 centímetros de largura, um metro de profundidade».
Simples, observa Luís: «se ficar junto a um cipreste, em menos de um ano só restam as minhas ossadas. E pronto - desapareço».
«Quase» - corrige a jornalista, e acrescenta: «Ficará mais alguns anos por aqui. Na memória de uns quantos que passaram pela sua casa».
Eis como, em dia de mortos, a Vida emerge e se impõe com a sua presença viva, graças ao talento e à sensibilidade de uma jornalista, e à profunda e humana filosofia de vida de um coveiro.
Fonte: http://cravodeabril.blogspot.com/2008/11/enterrar-os-mortos-e-cuidar-dos-vivos.html
Visualizar artigo na origem - 03Nov2008
O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES: O BAÚ


Sigo com atenção a Quadratura do Círculo e por isso gostaria de, depois de o felicitar, dizer que apreciei o plano em que situou a sua análise do ?caso Magalhães?.
De facto tambem acho, modestamente, que a eventual desadequação do PC aos seus propósitos ou as irregularidades administrativas da sua aquisição, apesar de graves, são políticamente irrelevantes quando comparadas com a indiferença do ?public eye? dos portugueses.
Sempre achei que a acção política se desenvolve entre nós segundo aquilo que costumo designar pelo ?Paradigma do Baú?. Ela parte de duas premissas.
Uma, é a de que existe um baú cheio de dinheiro que pertence ?aos portugueses?.
Outra, é a de que há umas pessoas más que se sentam em cima do baú ( uma de cada vez, entenda-se) e não deixam ?os portugueses? beneficiarem de uma situação de conforto a que têm direito, à semelhança do que acontece em países como a Dinamarca, a Suécia ou a Alemanha.
Destas duas permissas decorre a existência de uma oposição cujos líderes propõem uma coisa óbvia: dêem- nos o poder, e nós retiraremos o malandro que está em cima do baú e distribuiremos um bocadinho a cada um.
A análise das várias fases deste processo percorre, do meu ponto de vista, toda a politologia com interesse para os portugueses.
Julgo que o conceito do baú é consequência do facto de a riqueza nacional, desde o sec XV, vir de fora; da India, depois de África , do Brasil e agora da Comunidade Europeia.
Enquanto noutras nações, como é o caso notório dos Estados Unidos, as pessoas entendem que a distribuição da riqueza deve estar de algum modo ligada à utilidade social de cada cidadão, (a avaliação do que designei sumàriamente por ?utilidade social? é evidentemente um tema político maior), entre nós permanece uma questão obscura. A Universidade, durante séculos, serviu razoavelmente como filtro para esse acesso.
Depois, a razão pela qual a personalidade que está em cima do baú teima em não abrir a tampa tambem nunca foi objecto de grande investigação. É atribuída a uma perversidade inexplicável.
Quanto ao reabastecimento do baú, avançam os demagogos em caso de necessidade, com uma ideia simples: deve ser um encargo dos ricos, é claro.
Para resumir e não o entediar muito, direi que considero que o facto de os portugueses persistirem em não se sentir responsáveis pelo seu próprio destino é por ventura a razão fundamental do seu atrazo. E acrescento que todo o discurso que alimenta essa irresponsabilidade é reaccionário, mesmo que, como é regra, venha da chamada ?esquerda?.
Tem havido, na nossa história recente, pessoas cujo carisma as torna vítimas fáceis deste processo e um inestimável trunfo para as oposições. Penso por exemplo em Salazar, em Cavaco Silva e agora, em Sócrates.
Será que a distribuição dos Magalhães não terá sido em legítima defesa? O dinheiro, como Você muito bem assinalou, veio do baú.
(Luiz Miguel Alcide d´Oliveira.)
*
Ando aqui às voltas há uns dias, a matar a cabeça com um problema que nem entendo bem. Um daqueles problemas difusos e escorregadios como uma enguia, que sempre que parece que já o conseguimos rodear ele escapa-se por entre as mãos.
Refiro-me a essa brilhante concepção do Min. Educação (ME) de evitar a retenção dos alunos tornando a retenção "desnecessária". Ao início, eu pensava que seria a velha política do "baixar a bitola" que resulta tão bem nas estatísticas. Baixe-se o nível de exigência e tudo passa. Pronto, essa lógica percebo. Mas aqui há algo de estranho; porque eles não estão a baixar a bitola, eles estão a dizer:
- a retenção dos alunos é uma acção que deriva da sua incpacidade e que traduz um insucesso;
- isto é mau, não só porque este insucesso tem tendência a gerar mais insucesso, mas também porque as retenções tornaram-se a medida do sucesso, o sítio onde se vai avaliar o sucesso da educação;
- por todas estas razões é preciso acabar com a retenção;
(e aqui é que está o busílis, é que a lógica seguida até agora seria a de que apenas teríamos que eliminar a figura da retenção de uma vez por todas justificando-a com ser contraproducente, e assim nos primeiros anos toda a gente passa porque é melhor passar, mesmo que não saiba ler, ou então baixar a bitola de modo a que de qualquer maneira toda a gente passe de ano. Mas não é isso, parece-me que se fez um "upgrade" nesta lógica)
- acabar com a retenção significa não apenas acabar com a figura, porque isso geraria os usuais protestos de "facilitismo"; se a retenção é necessária como consequência, tradução, e correcção do insucesso, então e se acabássemos com o insucesso?? É que, repare-se, se não houver insucesso, eles não têm de ficar retidos(!) E mais, se isto for feito da maneira certa, "retenção" vai deixar de ser um conceito necessário, vai simplesmente deixar de existir.
- O que é então necessário para acabar com o insucesso (de modo a eliminar o conceito de "retenção")? Simplesmente, é preciso trabalhar pelo seu oposto, isto é, quanto mais os alunos tiverem sucesso, mais desaparece o insucesso, mais pequenina e desprezível ficará a ideia da retenção, que mais cedo ou mais tarde será ligada a algumas práticas retrógradas de educação - como a chibata ou o chapéu de burro - e lentamente morrerá o conceito de "retenção", tal como o telemóvel fez morrer o conceito de "pager". Vamos então dizer às escolas mais ou menos isto, "a partir de agora as escolas devem fazer tudo o que for necessário para que o aluno tenha sucesso; isto não significa passar o aluno, significa que ele tem de ter um sucesso correspondente a um saber efectivo, aferível e duradouro".
Há algo aqui que me faz uma confusão dos diabos, mas que não consigo bem descrever. E depois, lembrei-me que este novo tipo de lógica pode ser aplicado em mais coisas:
- o estado da Saúde em Portugal tem várias medidas de performance, uma delas são as listas de espera. As listas de espera são um mal necessário, mas que ainda por cima parece que se auto-alimenta; é necessário então deixar de ter listas de espera. As listas são consequência de uma falta de capacidade do sistema de saúde para dar vazão às solicitações. Para acabar com as listas de espera - efectivamente e conceptualmente - é necessário eliminar o que as causa, ou seja, é necessário ouvir, tratar, curar os doentes. Os hospitais são assim a partir de agora incentivados a dar o seu máximo no sentido de curar os doentes, e desse modo tornar o conceito "lista de espera" algo de arcaico e que não tem lugar numa sociedade moderna como a nossa (!)
- o desemprego não é apenas um fenómeno social e um estado individual, conceptualmente é entendido como uma medida da performance do governo na economia. Há assim que baixar o índice de desemprego e torná-lo tão irrisório que o conceito seja desprezado. Para baixar o índice de desemprego concluiu-se que a melhor forma é ter uma alta percentagem da população activa empregada, o que será possível se o tecido económico possuir um grande número de empresas que ofereçam emprego, entrando-se depois num círculo virtuoso. Assim, os ministérios da Economia, Finanças e Trabalho são aconselhados a porem em prática políticas de aumento do emprego, de modo a tornar o índice de desemprego uma medida inútil e retrógrada numa sociedade moderna como a nossa.
Isto é ou não é algo assustador?.....
(PL)
Fonte: http://abrupto.blogspot.com/2008/11/o-abrupto-feito-pelos-seus-leitores-o.html
Novas regras para filantrópicos - Folha da Manha - 02Nov2008
![]() Folha da Manha |
Folha da Manha -
Diretores de hospitais públicos e privados aprovam a decisão do ministério da Saúde de colocar em prática, ainda este ano, as diretrizes do Decreto nº 5.895, de agosto de 2006, que aperfeiçoa a concessão do Certificado de Filantropia a hospitais ...
Augusto Botelho defende o SUS e pede seu aperfeiçoamento
JUIZ FEDERAL GARANTE AO HOSPITAL CIRURGIA, DIREITOS AOS RECURSOS ...
Fonte: http://news.google.com.br/news/url?sa=T&ct=br/7-1-0&fd=R&url=http://www.fmanha.com.br/index.php%3Fcod%3D57%26id%3D198583%26cm%3D1%26lk%3D1%26buscaEdicao%3D%26arquivo%3D%26pag%3Dgeral&cid=1255143890&ei=O7MNSeKWJYr4lQTM4OSHDg&usg=AFQjCNEEoP3Ou1Q07P2Oqx83NO6
RD Congo: Organizações humanitárias falam catástrofe - 02Nov2008
Na RR: "O Comité Internacional da Cruz Vermelha e a UNICEF dizem que a situação humanitária em Goma, no Leste da República Democrática do Congo (RDC), é "catastrófica" e "muito preocupante". Apesar da trégua nos combates, a população da zona continua em fuga e pelo menos dois hospitais da cidade foram pilhados. Os Capacetes Azuis são a única força organizada que permanece em Goma, de onde as tropas governamentais fugiram perante o avanço de um grupo rebelde, afirmou um porta-voz da ONU." [notícia completa]Fonte: http://blog-19.blogspot.com/2008/10/rd-congo-organizaes-humanitrias-falam.html
PSD acusa Governo de retirar controlo do TC sobre transferências para hospitais empresas - 02Nov2008
O PSD acusou, esta sexta-feira, o Governo de querer retirar ao controlo do Tribunal de Contas as transferências para os hospitais-empresas, sublinhando que o Orçamento de Estado para 2009 está «repleto de normas inaceitáveis».Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/TSF-Ultimas/~3/2nlI7E9OhNk/Interior.aspx
Secretário de Estado nega intenção do Governo de retirar controlo do TC - 02Nov2008
O secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, negou a acusação do PSD, garantindo que o Governo não tem qualquer intenção de acabar com o controlo do Tribunal de Contas (TC) nas transferências para os hospitais-empresa.Fonte: http://feedproxy.google.com/~r/TSF-Ultimas/~3/ljy2cpnLIgA/Interior.aspx













